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Questão 12 do ENEM 2017 de Linguagens

Acerto geral
23,1%
Dificuldade
Média
Distrator mais marcado
B
Amostra
4.679.128 alunos
Habilidade
H20

Enunciado

Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase sinônimo de falar língua de índio. Em cada cinco habitantes da cidade, só dois conheciam o português. Por isso, em 1698, o governador da província, Artur de Sá e Meneses, implorou a Portugal que só mandasse padres que soubessem “a língua geral dos índios”, pois “aquela gente não se explica em outro idioma”.

Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de São Paulo se desenvolveu e se espalhou no século XVII, graças ao isolamento geográfico da cidade e à atividade pouco cristã dos mamelucos paulistas: as bandeiras, expedições ao sertão em busca de escravos índios. Muitos bandeirantes nem sequer falavam o português ou se expressavam mal. Domingos Jorge Velho, o paulista que destruiu o Quilombo dos Palmares em 1694, foi descrito pelo bispo de Pernambuco como “um bárbaro que nem falar sabe”. Em suas andanças, essa gente batizou lugares como Avanhandava (lugar onde o índio corre), Pindamonhangaba (lugar de fazer anzol) e Itu (cachoeira). E acabou inventando uma nova língua.

“Os escravos dos bandeirantes vinham de mais de 100 tribos diferentes”, conta o historiador e antropólogo John Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas. “Isso mudou o tupi paulista, que, além da influência do português, ainda recebia palavras de outros idiomas.” O resultado da mistura ficou conhecido como língua geral do sul, uma espécie de tupi facilitado.

ÂNGELO, C. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 8 ago. 2012 (adaptado).

Comando

Quanto ao papel do tupi na formação do português brasileiro, depreende-se que essa língua indígena

Alternativas

Clique para revelar a correta.

A
B
C
D
E

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Resolução comentada passo a passo

Gabarito oficial: A

Visualização

Leitura dos distratores

Compare como a questão se comporta no geral e entre alunos de alto desempenho.

Distribuição por alternativa

Todos os alunos
alunos top

No geral, B é o erro mais frequente entre as alternativas erradas (28,7%).

Entre alunos de alto desempenho, B ainda concentra 7,3%.

Curva de acerto por faixa de nota

Ponto de virada

Maior salto em 600–699 / 700–749.

Progressão

Gap topo vs base: 0.0 p.p.

Coerência

Percentil de discriminação: P80.

Leitura automática

Distrator geral

B foi a alternativa errada mais marcada.

Distrator entre top

B segue como erro relevante.

Acerto geral

23,1% de acerto na amostra.

Leitura pedagógica

A curva mostra se o acerto cresce conforme a nota aumenta.

Dados: 4.679.128 respostas. Grupo top: 0 alunos. Escala considerada até 800. Ranking de dificuldade da questão: 7 de 180.

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