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Questão 128 do ENEM 2012 de Linguagens

Acerto geral
38,7%
Dificuldade
Fácil
Distrator mais marcado
D
Amostra
4.071.683 alunos
Habilidade
H27

Enunciado

Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional da língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua. Se tantas pessoas condenam, por exemplo, o uso do verbo “ter” no lugar de “haver”, como em “hoje tem feijoada”, é simplesmente porque os portugueses, em dado momento da história de sua língua, deixaram de fazer esse uso existencial do verbo “ter”.

No entanto, temos registros escritos da época medieval em que aparecem centenas desses usos. Se nós, brasileiros, assim como os falantes africanos de português, usamos até hoje o verbo “ter” como existencial é porque recebemos esses usos de nossos ex-colonizadores. Não faz sentido imaginar que brasileiros, angolanos e moçambicanos decidiram se juntar para “errar” na mesma coisa. E assim acontece com muitas outras coisas: regências verbais, colocação pronominal, concordâncias nominais e verbais etc. Temos uma língua própria, mas ainda somos obrigados a seguir uma gramática normativa de outra língua diferente. Às vésperas de comemorarmos nosso bicentenário de independência, não faz sentido continuar rejeitando o que é nosso para só aceitar o que vem de fora.

Não faz sentido rejeitar a língua de 190 milhões de brasileiros para só considerar certo o que é usado por menos de dez milhões de portugueses. Só na cidade de São Paulo temos mais falantes de português que em toda a Europa!

Informativo Parábola Editorial, s/d.

Comando

Na entrevista, o autor defende o uso de formas linguísticas coloquiais e faz uso da norma padrão em toda a extensão do texto. Isso pode ser explicado pelo fato de que ele

Alternativas

Clique para revelar a correta.

A
B
C
D
E

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Resolução comentada passo a passo

Gabarito oficial: A

Visualização

Leitura dos distratores

Compare como a questão se comporta no geral e entre alunos de alto desempenho.

Distribuição por alternativa

Todos os alunos
alunos top

No geral, D é o erro mais frequente entre as alternativas erradas (19,2%).

Entre alunos de alto desempenho, D ainda concentra 2,0%.

Curva de acerto por faixa de nota

Ponto de virada

Maior salto em 0–599 / 600–699.

Progressão

Gap topo vs base: 64.8 p.p.

Coerência

Percentil de discriminação: P94.

Leitura automática

Distrator geral

D foi a alternativa errada mais marcada.

Distrator entre top

D segue como erro relevante.

Acerto geral

38,7% de acerto na amostra.

Leitura pedagógica

A curva mostra se o acerto cresce conforme a nota aumenta.

Dados: 4.071.683 respostas. Grupo top: 0 alunos. Escala considerada até 800. Ranking de dificuldade da questão: 26 de 180.

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